Por isso as mudanças climáticas estão diretamente relacionados a temas estratégicos como segurança alimentar, disponibilidade de água, saúde pública, biodiversidade e a estabilidade econômica.
A aplicação de inovações e tecnologias na agricultura pode transformar as atividades de alta emissões, reduzindo o impacto ambiental e a pressão sobre os recursos naturais. A mitigação das mudanças climáticas passa, portanto, pela adoção de práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis e a transição para fontes de energia limpa.
Sendo assim, temos um papel fundamental na promoção de mecanismos - projetos de tecnologia em gestão - que aliem técnicas agrícolas de baixo carbono, agricultura de precisão e uso de tecnologias sustentáveis. Desta forma preparando gerações futuras para uma agropecuária de impacto socioambiental positivo.
PROJETOS
Diálogos sobre mercado de Carbono e a nova NDC

Em parceria com o ICS Diálogos sobre o mercado de carbono propõe a mobilização de atores-chave da cadeia do e agronegócio a conexão com formuladores de políticas pública climáticas, bem como, o engajamento de todo o setor para a construção da nova NDC Brasileira, desenvolvimento de políticas de adaptação climática e participação no sistema cap-and-trade.
Através da realização de workshops e consultas públicas para influenciar políticas e criar propostas regulatórias factíveis baseadas nas práticas agrícolas sustentáveis.
O PROJETO
Os projeto Diálogos sobre Mercado de Carbono e a Nova NDC visa promover diálogos qualificados entre stakeholders do setor agropecuário, setor público, terceiro setor e sociedade civil para discutir desafios e oportunidades na implementação da nova NDC brasileira e do agro no mercado de carbono.Considerando que o setor agropecuário responde por uma parcela significativa das emissões nacionais — em grande parte decorrentes do desmatamento associado à expansão de pastagens, do uso em larga escala de fertilizantes nitrogenados e das emissões de metano da pecuária — este projeto parte da premissa de que o Brasil precisa acelerar de forma decisiva sua transição para uma economia de baixo carbono. No entanto, esse processo ainda enfrenta importantes desafios, como barreiras regulatórias, falta de clareza em metodologias de mensuração e relato de emissões (MRV) e a insuficiência de incentivos para a adoção de práticas agrícolas sustentáveis. Esses fatores evidenciam a urgência de estratégias integradas que combinem mitigação, adaptação e fortalecimento da resiliência climática.
O projeto diálogos sobre mercado de Carbono e Nova NDC estrutura-se em eixos temáticos que tratam de: métricas e contabilidade de emissões, priorização de medidas de mitigação, agenda de pesquisa e desenvolvimento, mecanismos de implementação e incentivos econômicos e temas transversais de governança. Para tanto, realiza workshops estratégicos e consultas multissetoriais, envolvendo atores como Ministérios, setor produtivo, empresas privadas, cooperativas, bancos e organizações não governamentais. O processo busca produzir recomendações concretas e legitimadas coletivamente, capazes de subsidiar políticas públicas mais inclusivas, ao mesmo tempo em que gera consensos para a integração do agro brasileiro a sistemas de cap and trade de carbono.
Como resultado espera-se maior engajamento do setor agropecuário na formulação de melhorias à nova NDC; influência positiva sobre políticas regulatórias que incorporem o agro nos mercados de carbono; adoção ampliada de práticas agrícolas mais sustentáveis e resilientes; criação de instrumentos econômicos que viabilizem a transição produtiva e o fortalecimento da credibilidade internacional do Brasil no tema. Espera-se ainda que o processo contribua para posicionar o país como líder global na agricultura de baixo carbono, assegurando competitividade e atração de investimentos sustentáveis.
EQUIPE
Marcello Brito
Pioneiro em iniciativas sustentáveis e multissetoriais. Integra grupos de relevância nacional sobre commodities, sustentabilidade agropecuária, plataformas de sustentabilidade internas e desenvolvimentos de marketing/comercial nos mercados nacional e internacional. Atua em desenvolvimento ambiental, social e econômico reunindo o setor privado, ONGs e governos.
Possui graduação em Engenharia de Alimentos e mestrado em Administração de Empresas no Brasil e na França. Ex- Presidente da ABAG (Administração Brasileira do Agronegócio) e ex cofacilitador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, hoje e atual Secretário Executivo do Consórcio Interestadual da Amazônia legal e também Diretor Acadêmico da FDC.
Fábio Marques
Profissional sênior com 20 anos de experiência em economia de baixo carbono, incluindo o desenvolvimento e a implementação de estratégias pioneiras para clientes em uma ampla gama de setores, em nível nacional e global.
Experiência equilibrada em aspectos gerenciais e técnicos da transformação socioeconômica exigida pelas mudanças climáticas e pelos padrões ESG, abrangendo tópicos como precificação e mercados de carbono, finanças verdes, comércio internacional e logística, governança voluntária e multilateral, acordos público-privados para bens públicos, parcerias internas e externas para pesquisa, desenvolvimento e inovação, empreendedorismo e formação de equipes para estratégias de médio e longo prazo.
Daniel Parreiras
Daniel é Diretor de Programa no Centro de Relações Internacionais e Estratégia Global na Fundação Dom Cabral, onde atua há mais de 15 anos. Especialista em educação executiva, lidera o FDC Agroambiental, sua trajetória inclui ampla experiência em gestão de programas educacionais para médias e altas lideranças, desenvolvimento de negócios, design instrucional e pedagogia para adultos.
Destaca-se pela condução de parcerias internacionais e pela elaboração de planejamentos estratégicos. Ao longo da carreira ocupou funções de gerente de desenvolvimento de soluções educacionais, analista de marketing, além de experiência em comunicação. É graduado em Turismo pela PUC Minas e possui especialização em Gestão e MBA Executivo pela FDC.
Tiago Cisalpino
Tiago Cisalpino é consultor e pesquisador em mudança do clima com foco em políticas públicas. Possuí graduação em economia, doutorado em Geografia e residências de pós-doutorado em Demografia e Gestão Ambiental. No final de 2024 foi nomeado um dos 78 especialistas que estão apoiando a UNFCCC no desenvolvimento dos Indicadores Globais de Adaptação - GGA.
Sócio diretor da empresa Brisa Soluções Ambientais e professor visitante da Fundação Dom Cabral e PUC Minas. Atua há mais de 20 anos como consultor e pesquisador nas temáticas de sustentabilidade, economia ambiental e mudança do clima.
Renata Barros
Renata é Eng. Agrícola e Ambiental pela UFV com mestrado em Ciência e Tecnologia pela UNIFESP e possui mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento sustentável e cadeias produtivas. Atualmente é Analista de Negócios na Fundação Dom Cabral, atuando no FDC Agroambiental.
Tem ampla trajetória em análise, estruturação e implantação de projetos de sociobiodiversidade e socioeconomia, com destaque para atuação como consultora sênior no Instituto InterElos, onde liderou projetos relacionados a cadeias produtivas e agroindústrias comunitárias na Amazônia e Semiárido, desenvolvendo modelos financeiros e planos de negócios. Trabalhou com análise da viabilidade de projetos de investimento em agroindústrias para Fundação Banco do Brasil e BNDES.
EVENTOS, ENCONTROS E ENTREGAS DO PROJETO
Primeiro Workshop sobre Mercado de Carbono e a Nova NDC – 03/04/2025
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