Políticas públicas e educação são aliados fundamentais para impulsionar negócios rurais.
Políticas públicas e educação são aliados fundamentais para impulsionar negócios rurais.
No entanto, persiste uma disparidade entre grandes produtores e pequenos/médios, especialmente no acesso ao financiamento e outros recursos necessários para a produção sustentável. É crucial que as políticas públicas busquem a igualdade de oportunidades e o reconhecimento de práticas de produção sustentáveis considerando também o aspecto social e econômico locais.
Para alcançar um uso eficiente da terra, é fundamental que políticas públicas abordem questões de desenvolvimento sustentável e governança pública, com a participação ativa dos atores da cadeia na tomada de decisões. Isso inclui a promoção de modelos de negócios que tenham um impacto socioambiental positivo, visando ao mesmo tempo a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento econômico das áreas rurais.
Com isso a FDC propõe um laboratório de estudos onde ideias de modelos de negócios sustentáveis se juntem a politicas e ao setor produtivo para dar vazão à essa demandas eminentes da sociedade.
PROJETOS
Modelo de Agricultura Regenerativa Tropical
O PROJETO
A agricultura é um dos pilares da economia brasileira, responsável por alimentar milhões de pessoas e impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do país. Contudo, o modelo convencional de produção, baseado em práticas intensivas e monoculturas, tem causado sérios impactos ambientais, como degradação do solo, perda de biodiversidade, escassez hídrica e aumento das emissões de gases de efeito estufa. O Brasil, como um dos maiores produtores agrícolas do mundo, enfrenta ainda desafios ligados à expansão sobre biomas sensíveis, elevadas emissões pela mudança no uso da terra e pressões internacionais por conformidade ambiental e social.Nesse cenário, a agricultura regenerativa surge como uma alternativa promissora, indo além da mitigação de danos para restaurar ecossistemas e promover saúde do solo, conservação da água, biodiversidade e resiliência climática. Além dos benefícios ambientais, traz ganhos econômicos e sociais, como maior produtividade no longo prazo, uso otimizado de insumos e geração de valor para produtores e toda a cadeia produtiva. Apesar de seu potencial, sua adoção em larga escala é limitada por barreiras como a falta de integração entre políticas públicas e iniciativas privadas, carência de dados confiáveis e ausência de mecanismos robustos de rastreabilidade e monitoramento.
Diante desses desafios, o projeto “Modelo de Agricultura Regenerativa Tropical” propõe uma abordagem inovadora, integrando ciência, políticas públicas e modelos de negócios para criar condições favoráveis à transição sustentável. A iniciativa inclui o desenvolvimento de uma plataforma integrada de dados, a criação de um Índice de Agricultura Regenerativa e a interoperabilidade de tecnologias de rastreabilidade, aliados a mecanismos de incentivos financeiros. O objetivo é fortalecer a credibilidade e a transparência do setor, apoiar produtores e empresas e acelerar a consolidação de um modelo agrícola regenerativo nos países tropicais.
Nossa proposta está estruturada em quatro eixos fundamentais:
i. Ciência e Inovação – com a criação do Índice de Agricultura Regenerativa Tropical (Ag-Reg), instrumento técnico-científico que permitirá mensuração, monitoramento e credibilidade internacional;
ii. Estratégia e Mercado – modelagem de uma Plataforma Integrada de Dados, capaz de promover transparência, rastreabilidade e alinhamento regulatório com políticas públicas e diretrizes locais;
iii. Incentivos Financeiros – mecanismos de crédito e instrumentos de pagamento por serviços ecossistêmicos;
iv. Mobilização Internacional e Governança Multissetorial – assegurando articulação entre governos, setor privado, sociedade civil e organismos internacionais.
EQUIPE
Marcello Brito
Pioneiro em iniciativas sustentáveis e multissetoriais. Integra grupos de relevância nacional sobre commodities, sustentabilidade agropecuária, plataformas de sustentabilidade internas e desenvolvimentos de marketing/comercial nos mercados nacional e internacional. Atua em desenvolvimento ambiental, social e econômico reunindo o setor privado, ONGs e governos.
Possui graduação em Engenharia de Alimentos e mestrado em Administração de Empresas no Brasil e na França. Ex- Presidente da ABAG (Administração Brasileira do Agronegócio) e ex cofacilitador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, hoje e atual Secretário Executivo do Consórcio Interestadual da Amazônia legal e também Diretor Acadêmico da FDC.
Daniel Parreiras
Daniel é Diretor de Programa no Centro de Relações Internacionais e Estratégia Global na Fundação Dom Cabral, onde atua há mais de 15 anos. Especialista em educação executiva, lidera o FDC Agroambiental, sua trajetória inclui ampla experiência em gestão de programas educacionais para médias e altas lideranças, desenvolvimento de negócios, design instrucional e pedagogia para adultos.
Destaca-se pela condução de parcerias internacionais e pela elaboração de planejamentos estratégicos. Ao longo da carreira ocupou funções de gerente de desenvolvimento de soluções educacionais, analista de marketing, além de experiência em comunicação. É graduado em Turismo pela PUC Minas e possui especialização em Gestão e MBA Executivo pela FDC.
Ludmilla Rattis
Ludmila é ecóloga (Ph.D.) especializada em ecologia de paisagens e atua como professora associada da FDC e Pesquisadora na Woodwell em Massachusetts e no IPAM (Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia). Coordena a Estação de Campo Tanguro onde investiga os limites da intensificação agrícola e os impactos do desmatamento nos serviços ecossistêmicos.
Foi reconhecida como uma das "Dez Cientistas Brasileiras que Você Precisa Conhecer" pela Nexo Jornal (2019), recebeu o prêmio Márcio Ayres pelo melhor artigo científico de jovem cientista na revista Perspectives in Ecology and Conservation e está entre os 100 latinos mais comprometidos com a Ação Climática em 2025. Em 2023 apresentou palestra no TED Talk sobre soluções baseadas na natureza.
Renato Rodrigues
Renato é um líder em agronegócio, sustentabilidade e mudanças climáticas, com mais de 20 anos de experiência em pesquisa, gestão e desenvolvimento de soluções. Atualmente é Head de Agronegócio na Terradot, membro do Comitê de Sustentabilidade da ABAG e professor convidado na Fundação Dom Cabral.
Atuou como pesquisador da Embrapa por 12 anos, além de ter coordenado projetos de impacto internacional em carbono e agricultura sustentável. Possui doutorado e pós-doutorado em Geociências pela UFF, MBA executivo pela FDC e possui mais de 50 artigos publicados. Reconhecido nacional e internacionalmente, já recebeu prêmio na Embrapa e na FAO, além de figurar entre as 100 personalidades mais influentes do agronegócio pela revista Dinheiro Rural.
Renata Barros
Renata é Eng. Agrícola e Ambiental pela UFV com mestrado em Ciência e Tecnologia pela UNIFESP e possui mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento sustentável e cadeias produtivas. Atualmente é Analista de Negócios na Fundação Dom Cabral, atuando no FDC Agroambiental.
Tem ampla trajetória em análise, estruturação e implantação de projetos de sociobiodiversidade e socioeconomia, com destaque para atuação como consultora sênior no Instituto InterElos, onde liderou projetos relacionados a cadeias produtivas e agroindústrias comunitárias na Amazônia e Semiárido, desenvolvendo modelos financeiros e planos de negócios. Trabalhou com análise da viabilidade de projetos de investimento em agroindústrias para Fundação Banco do Brasil e BNDES.
EVENTOS, ENCONTROS E ENTREGAS DO PROJETO
Primeiro Workshop Científico para Construção do Indice de Agricultura Regenerativa Tropical - 20 a 22 de agosto de 2025
O workshop científico reuniu por 3 dias mais de 60 profissionais da agropecuária entre produtores, empresas de insumos, governo, academia e organizações para debater a criação do Indice de Agricultura Regenerativa Tropical (Indice Ag.-Reg).
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